sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

História da Comunicação

Desde sempre o Homem teve necessidade de comunicar. Por isso, desde os primórdios dos tempos até aos dias de hoje, o que evoluiu foi a forma de comunicar. A história da Humanidade está repleta de momentos de grandes descobertas, onde surgiram invenções que revolucionaram a comunicação e as relações entre os seres humanos.

Um primeiro momento (comunicação interpessoal) tem como características as linguagens de exteriorização. O homem tem nele próprio o único médium de comunicação, exprimindo-se através de gestos e sons (que viriam a dar origem à palavra). O alcance da comunicação neste período era limitado à capacidade auditiva e visual (estava limitado a um determinado espaço). A duração da comunicação limitava-se ao momento em que era produzida.

Num segundo momento (comunicação de elite), são as linguagens de transposição. Surgem novas formas do homem se expressar: esquemas, desenhos, ritmo, música. Desta forma rompe-se com o espaço e tempo e nasce uma nova era no campo da comunicação, com o surgimento de uma das grandes revoluções do homem: a escrita fonética.

O terceiro momento (comunicação de massas) é caracterizado pelo uso de linguagens de ampliação. Este período inicia-se com o aparecimento da imprensa e atinge o seu apogeu com o satélite. Este tipo de comunicação amplifica as mensagens, de forma a poderem chegar a todo o lado e a toda a gente (surge a designada sociedade de massas).

O último momento (comunicação individual) recorre às linguagens de registo, surgindo da possibilidade de gravação de sons e de imagens acessíveis a todos. Neste período o homem é o ponto de partida e o ponto de chegada da comunicação (com o auxílio dos chamados self-media).

O objectivo destes quatro momentos da evolução da comunicação passa pela necessidade de ultrapassar e transpor os limites espaciais e temporais. O aparecimento de um novo media não acaba com o anterior (por exemplo: o rádio não acabou com o jornal nem a televisão com o rádio, apenas assumiram papeis diferentes – o rádio informa, a televisão mostra e o jornal explica).

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